sexta-feira, 17 de outubro de 2008

16.10.08

Chegou o dia que eu tanto temia. O primeiro dia de desespero cinzento. Chuva: húmida, atordoante, terrívelmente incessante, um dilúvio aterrador que me arrasta a alma para as mais profundas trévas do meu ser. Sinto-me todo corroído pelo frio desta solidao, rendo-me sem resistencia a este estado de anorexia emocional. Hoje não tenho força para lutar. Ultimamente não tenho tido força para nada, vou-me deixando arrastar pelas marés, pelo vento, pelas tempestades que passam pela minha vida. A minha existencia errante, qual nómada, mendigando carinho à espera que alguém acidentalmente deixe caír uma migalha...
Chove e não para. Toda a paiságem chora embebida neste desconsolo enevoado.
Hoje não existe esperança, o motor da alma funciona em poupança de esforços para garantir a sobrevivencia, para não desesperar.
E pergunto-te a ti – porque acordar a minha paixão quando ela estava tão bem a adormecida, perfeitamente anestesiada. Porque ressuscitar para voltar a morrer? Porque espalhar o teu perfume onde ele nada mais pode que deixar uma triste saudade...

1 comentário:

rute mar disse...

gostei do teu blog.
um beijo*