sexta-feira, 31 de outubro de 2008

31.10.08

despertar de manhãzinha
com este azul gelado de estalar os ossos
absorver o sol em todo o seu esplendor
morno
sorridente
ser inverno e pouco importar
estar tranquilo, ser completo
rir da vida
rir-me na cara dela
sem me importar.
dizer-lhe
com a determinação de quem já nada tem a perder
que me recuso veemente de a tentar compreender

encostar-me para trás na famosa cadeira de convés
fechar os olhos e sentir as marés
esquecer o mundo,
embalado
e ao sabor constante da ondulação
exorcizar esta tremenda confusão

hoje quando acordei
o ar era fresco
o céu era azul
e o sol era morno.
tudo o resto
sei tranquilamente
com toda a certeza que a incerteza comporta
que já não sei o que é...

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