segunda-feira, 13 de outubro de 2008

o fardo do sonhador

perco-me em fantasias
e dou comigo a sonhar de voz alta,
novamente... [repetidamente]
flutuo num tapete voador,
bem longe, longe de tudo
indefinidamente distante
douradamente errante
por encenações triunfantes de um mundo perfeito
na neblina onírica que trago no meu peito
e o mundo que se fechou sobre mim
espera uma oportunidade para desabar no fim
sonho com ela, estrela cadente
fujo de mim para o meio de gente
desencontro o conforto que me tinham prometido
não lhe conheço a cara por nunca o ter tido
desenho um rosto, sonho-lhe uma vida
rainha do meu reino que andava perdida
dou-lhe um nome, tudo floresce
a flor prohibida afinal ainda cresce,
esfinge estrelar do meu paraíso emocional
esqueci-me da minha consciência no mundo real
vagueio errante por labirynthos sociais
flutuo num mar de olhares banais, todos iguais
todos iguais, são reais...
não aguento mais!
tento projecta-la para fora de mim, que esta sonho tenha um fim
quero olhá-la fisicamente nos olhos
afogar-me nos seus braços,
adormecer sem ter medo de acordar,
encontrar um porto, ancorar.
e vou pensando noite adentro,
tropeço, acordei,

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