invólucro de energia
ardendo por dentro
convulsionado em ebulição
quebrado por fora
vertendo sangue
radiância negra
de um choro magoado
o coração
incompreendido
espelho da minha morte
a solidão.
tropeçante em desequilíbrios
esgueiro por interstícios cadavéricos
de uma luz que já não brilha.
ofusca.
jangada de cacos
espiral de destroços
que remoinha e mói
perfura e punge.
caí de joelhos
cansado de lutar
trespassado, gasto
náufrago de mim mesmo
e não me levanto.
quero viver,
só quero viver.
cega-me a tua sombra
paira ali o teu fantasma,
naquele canto frio que guarda o choro
de quem perdeu a eternidade.
para sempre.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
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