quarta-feira, 12 de novembro de 2008

11.11.08

fui à varanda acender um cigarro
abri os olhos, respirei o fumo.
senti o brilho dos edifícios, absorto em silêncio
o granito das luzes, gelado.
respirei fundo
e o frio da noite estalou no pulmão da minha alma
como se nada disto importasse.
como se fazendo todo o sentido neste momento
no fundo nunca tivesse importado.
e toda a solidão em mim estremeceu soltando um grito.
quem és tu?
quem és tu pobre desconhecido
a quem a lua pinta os vultos abandonados desta cidade no olhar?
porque procuras tu futilmente um sentido nestas coisas
sabendo perfeitamente que não existe?
não são elas que remendarão os furos que a vida te deixou na alma
e mesmo assim… lá estás tu, tolo,
à espera que alguma estrela te caia no colo
e te venha iluminar um caminho que não existe.

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